En la cima más alta de las Antillas elpico Duarte.

En la cima más alta de las Antillas elpico Duarte.
No a la mega minería y el uso del cianuro, fuera la Barrick Gold del país.

miércoles, 7 de enero de 2026

¡Soberanía, Paz y Justicia Climática:

 DECLARAÇÃO PÚBLICA




Soberania, Paz e Justiça Climática:
(em português, espanhol, inglês, francês e árabe)
Não à Intervenção Imperialista na Venezuela!
De redes de justiça climática na América Latina e em todo o mundo, condenamos enfaticamente a agressão intervencionista do governo Donald Trump contra a Venezuela.
Denunciamos perante a comunidade internacional que esta ofensiva não visa "restaurar a democracia" ou "controlar o narcotráfico". Esta narrativa é, mais uma vez, uma desculpa cínica para justificar o controle, a dominação e a pilhagem dos bens e seres humanos comuns que habitam o território venezuelano, especificamente suas reservas de petróleo — as maiores do planeta — para colocá-las a serviço da ganância das corporações de combustíveis fósseis e das elites estadunidenses.
Diante desta ameaça, declaramos:
1. O vínculo indissolúvel entre Guerra, Extrativismo e Colapso Climático
A ação intervencionista é a expressão mais violenta do extrativismo. Não existe "transição energética" justa se ela se basear na desapropriação e na intervenção militar. O controle do petróleo e agora a luta pelos minerais necessários para as novas tecnologias digitais tornaram-se uma ameaça direta à vida. Essa intervenção não é apenas uma afronta ao Direito Internacional; é uma garantia de aceleração do colapso climático.
Reativar a máquina de guerra imperial para garantir o fluxo de petróleo é um crime contra a humanidade. Contra a estabilidade do planeta.
2. América Latina: Território de Paz e Autodeterminação
Reafirmamos a existência contínua da América Latina e do Caribe como uma Zona de Paz. Rejeitamos qualquer tentativa de transformar nossa região em um tabuleiro de xadrez geopolítico e a tentativa de Trump de aplicar a Doutrina Monroe para se apropriar de terras e territórios nas Américas em benefício de corporações estadunidenses. A soberania reside no povo, e o princípio da autodeterminação é inegociável. Os problemas da Venezuela devem ser resolvidos pelo povo venezuelano, sem ocupação, tutela ou ameaças militares estrangeiras.
3. Rejeição da servilidade da extrema-direita regional
Observamos com alarme e repudiamos a postura de líderes da extrema-direita regional, como Javier Milei na Argentina, Rodrigo Paz na Bolívia, Daniel Noboa no Equador, Nayib Bukele em El Salvador e José Antonio Kast no Chile, entre outros. Rompendo com a tradição diplomática de respeito e não intervenção, esses atores se posicionam como satélites subservientes aos interesses do imperialismo estadunidense, abrindo caminho para a desestabilização regional e traindo a fraternidade dos povos latino-americanos.
Portanto, EXIGIMOS:
1. A cessação imediata de todas as medidas coercitivas, bloqueios e ameaças de intervenção militar contra a Venezuela.
2. Respeito absoluto à soberania e à autodeterminação dos povos.
3. Justiça climática e reparações históricas: Os países do Norte Global devem pagar sua dívida ecológica, e não iniciar guerras para consolidar ainda mais o modelo baseado em combustíveis fósseis.
4. Uma mudança sistêmica que coloque os direitos humanos e os direitos da natureza acima dos interesses corporativos.
Não há justiça climática sem soberania!
Mãos imperiais fora da América Latina!
Campanha Global por Justiça Climática - América Latina e Caribe
Plataforma Latino-Americana e Caribenha por Justiça Climática
Campanha "Que Paguem os Poluidores"
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PRONUNCIAMIENTO PÚBLICO
¡Soberanía, Paz y Justicia Climática:
No a la Intervención Imperialista en Venezuela!
Desde las redes de justicia climática de América Latina y el mundo, repudiamos enfaticamente la agresión intervencionista del gobierno de Donald Trump contra Venezuela.
Denunciamos ante la comunidad internacional que esta ofensiva no tiene como fin la "recuperación de la democracia, ni control del narcotráfico. Esa narrativa es, una vez más, uma excusa cínica para justificar el control, dominio y saqueo de los bienes comunes y seres que habitan el territorio venezolano, específicamente sus reservas petroleras —las más grandes del planeta— para ponerlas al servicio de la codicia de las corporaciones fósiles y las elites estadounidenses.
Ante esta amenaza, declaramos:
1. El vínculo indisoluble entre Guerra, Extractivismo y Colapso Climático
La acción intervencionista es la expresión más violenta del extractivismo. No existe uma "transición energética" justa si se basa en el despojo y la intervención militar. El control del petróleo y ahora la disputa por los minerales necesarios para las nuevas tecnologías digitales se han convertido en una amenaza directa para la vida. Esta intervención no es solo una
afrenta al Derecho Internacional; es una garantía de aceleración hacia el colapso climático.
Reactivar la maquinaria de guerra imperial para asegurar flujos de petróleo es un crimen contra la estabilidad del planeta.
2. América Latina: Territorio de Paz y Libre Determinación
Reivindicamos la vigencia de América Latina y el Caribe como Zona de Paz. Rechazamos cualquier intento de convertir nuestra región en un tablero de ajedrez geopolítico y el intento de Trump de aplicar la Doctrina Monroe para apropiarse de tierras y territorios de las Américas para beneficio de las corporaciones estadounidenses. La soberanía reside en los pueblos y el principio de libre determinación es innegociable. Los problemas de Venezuela deben ser resueltos por el pueblo venezolano, sin ocupación, tutelajes ni amenazas militares extranjeras.
3. Rechazo al servilismo de la ultraderecha regional
Vemos con alarma y repudiamos la postura de líderes de la ultraderecha regional, como Javier Milei en Argentina, Rodrigo Paz en Bolivia, Daniel Noboa en Ecuador, Nayib Bukele en El Salvador y José Antonio Kast en Chile, entre otros. Rompiendo con la tradición diplomática de respeto y no intervención, estos actores se posicionan como satélites serviles a los interesses del imperialismo estadounidense, facilitando el camino para la desestabilización regional y traicionando la hermandad de los pueblos latinoamericanos.
Por lo tanto, EXIGIMOS:
1. El cese inmediato de toda medida coercitiva, bloqueo y amenaza de intervención militar contra Venezuela.
2. Respeto absoluto a la soberanía y autodeterminación de los pueblos.
3. Justicia Climática y Reparaciones Históricas: Los países del Norte Global deben pagar su deuda ecológica, no iniciar guerras para seguir profundizando el modelo basado em combustibles fósiles.
4. Un cambio sistémico que ponga los derechos humanos y los derechos de la naturaliza por encima de los intereses corporativos.
¡No hay justicia climática sin soberanía!
¡Fuera las manos imperiales de América Latina!
Campaña Global para Exigir Justicia Climática - América Latina y el Caribe
Plataforma Latinoamericana y del Caribe por la Justicia Climática
Campaña ¡Que Paguen los Contaminadores!
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PUBLIC STATEMENT
Sovereignty, Peace, and Climate Justice:
No to Imperialist Intervention in Venezuela!
From climate justice networks in Latin America and around the world, we emphatically condemn the interventionist aggression of the Donald Trump administration against Venezuela.
We denounce before the international community that this offensive is not aimed at "restoring democracy" or "controlling drug trafficking." This narrative is, once again, a cynical excuse to justify the control, domination, and plunder of the common goods and beings that inhabit Venezuelan territory, specifically its oil reserves—the largest on the planet—to put them at the service of the greed of fossil fuel corporations and US elites.
Faced with this threat, we declare:
1. The indissoluble link between War, Extractivism, and Climate Collapse
Interventionist action is the most violent expression of extractivism. There is no just "energy transition" if it is based on dispossession and military intervention. Control of oil and now the struggle for the minerals necessary for new digital technologies have become a direct threat to life. This intervention is not only an affront to International Law; it is a guarantee of accelerating climate collapse.
Reactivating the imperial war machine to ensure oil flows is a crime against humanity. The stability of the planet.
2. Latin America: Territory of Peace and Self-Determination
We reaffirm the continued existence of Latin America and the Caribbean as a Zone of Peace. We reject any attempt to turn our region into a geopolitical chessboard and Trump's attempt to apply the Monroe Doctrine to seize lands and territories in the Americas for the benefit of US corporations. Sovereignty resides in the people, and the principle of self-determination is non-negotiable. Venezuela's problems must be resolved by the Venezuelan people, without occupation, tutelage, or foreign military threats.
3. Rejection of the servility of the regional far right
We view with alarm and repudiate the stance of leaders of the regional far right, such as Javier Milei in Argentina, Rodrigo Paz in Bolivia, Daniel Noboa in Ecuador, Nayib Bukele in El Salvador, and José Antonio Kast in Chile, among others. Breaking with the diplomatic tradition of respect and non-intervention, these actors position themselves as subservient satellites to the interests of US imperialism is paving the way for regional destabilization and betraying the brotherhood of the Latin American peoples.
Therefore, WE DEMAND:
1. The immediate cessation of all coercive measures, blockades, and threats of military intervention against Venezuela.
2. Absolute respect for the sovereignty and self-determination of peoples.
3. Climate Justice and Historical Reparations: The countries of the Global North must pay their ecological debt, not start wars to further entrench the fossil fuel-based model.
4. A systemic change that puts human rights and the rights of nature above corporate interests.
There is no climate justice without sovereignty!
Imperial hands off Latin America!
Global Campaign for Climate Justice - Latin America and the Caribbean
Latin American and Caribbean Platform for Climate Justice
Polluters Pay Campaign
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DÉCLARATION PUBLIQUE
Souveraineté, Paix et Justice climatique :
Non à l’interventionnisme impérialiste au Venezuela !
Au nom des réseaux de justice climatique d’Amérique latine et du monde entier, nous condamnons fermement l’agression interventionniste de l’administration Trump contre le Venezuela.
Nous dénonçons devant la communauté internationale que cette offensive ne vise ni à « restaurer la démocratie » ni à « contrôler le trafic de drogue ». Ce discours n’est, une fois de plus, qu’un prétexte cynique pour justifier le contrôle, la domination et le pillage des biens communs et des êtres vivants sur le territoire vénézuélien, et plus particulièrement de ses réserves pétrolières – les plus importantes de la planète – afin de les mettre au service de la cupidité des entreprises d’énergies fossiles et des élites américaines.
Face à cette menace, nous déclarons :
1. Le lien indissoluble entre guerre, extractivisme et effondrement climatique
L’action interventionniste est l’expression la plus violente de l’extractivisme. Il ne peut y avoir de « transition énergétique » juste si elle repose sur la dépossession et l’intervention militaire. Le contrôle du pétrole et, désormais, la lutte pour les minéraux nécessaires aux nouvelles technologies numériques constituent une menace directe pour la vie. Cette intervention est non seulement une atteinte au droit international, mais aussi la garantie d'une accélération du dérèglement climatique.
Réactiver la machine de guerre impériale pour assurer l'approvisionnement en pétrole est un crime contre l'humanité. La stabilité de la planète est en jeu.
2. Amérique latine : Territoire de paix et d'autodétermination
Nous réaffirmons l'existence continue de l'Amérique latine et des Caraïbes en tant que zone de paix. Nous rejetons toute tentative de transformer notre région en un échiquier géopolitique et la tentative de Trump d'appliquer la doctrine Monroe pour s'emparer de terres et de territoires des Amériques au profit des entreprises américaines. La souveraineté appartient au peuple et le principe d'autodétermination est non négociable. Les problèmes du Venezuela doivent être résolus par le peuple vénézuélien, sans occupation, tutelle ni menaces militaires étrangères.
3. Rejet de la servilité de l'extrême droite régionale
Nous observons avec inquiétude et condamnons fermement la position de dirigeants de l'extrême droite régionale, tels que Javier Milei en Argentine, Rodrigo Paz en Bolivie, Daniel Noboa en Équateur, Nayib Bukele au Salvador et José Antonio Kast au Chili, entre autres. Rompant avec la tradition diplomatique de respect et de non-intervention, ces acteurs, en se positionnant comme des satellites serviles des intérêts de l'impérialisme américain, ouvrent la voie à la déstabilisation régionale et trahissent la fraternité des peuples d'Amérique latine.
Par conséquent, NOUS EXIGEONS :
1. La cessation immédiate de toutes les mesures coercitives, blocus et menaces d'intervention militaire contre le Venezuela.
2. Le respect absolu de la souveraineté et de l'autodétermination des peuples.
3. Justice climatique et réparations historiques : les pays du Nord doivent s'acquitter de leur dette écologique, et non déclencher des guerres pour consolider le modèle fondé sur les énergies fossiles.
4. Un changement systémique qui place les droits humains et les droits de la nature au-dessus des intérêts des entreprises.
Il n'y a pas de justice climatique sans souveraineté !
Halte à l'ingérence impériale en Amérique latine !
Campagne mondiale pour la justice climatique – Amérique latine et Caraïbes
Plateforme latino-américaine et caribéenne pour la justice climatique
Campagne « Pollueurs-payeurs »
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بيان عام
السيادة، السلام، والعدالة المناخية:
لا للتدخل الإمبريالي في فنزويلا!
من شبكات العدالة المناخية في أمريكا اللاتينية والعالم، نُدين بأشد العبارات العدوان التدخّلي الذي تشنه حكومة دونالد ترامب ضد فنزويلا.
نُدين أمام المجتمع الدولي هذا الهجوم الذي لا يهدف إلى “استعادة الديمقراطية” ولا إلى “مكافحة الاتجار بالمخدرات”. فهذه الرواية ليست سوى ذريعة ساخرة جديدة لتبرير السيطرة والهيمنة ونهب الخيرات المشتركة وكل الكائنات التي تعيش على الأرض الفنزويلية، وبشكل خاص احتياطياتها النفطية — الأكبر في العالم — ووضعها في خدمة جشع الشركات الأحفورية والنخب الأمريكية.
وأمام هذا التهديد، نُعلن ما يلي:
1. الارتباط غير القابل للفصل بين الحرب، والاستخراجية، والانهيار المناخي
إن العمل التدخّلي هو التعبير الأكثر عنفًا عن الاستخراجية. ولا وجود لـ“انتقال طاقي” عادل إذا كان قائمًا على السلب والتدخل العسكري. لقد أصبح التحكم بالنفط، واليوم التنافس على المعادن اللازمة للتقنيات الرقمية الجديدة، تهديدًا مباشرًا للحياة. إن هذا التدخل لا يُعد فقط انتهاكًا للقانون الدولي؛ بل هو ضمانة لتسريع الانزلاق نحو الانهيار المناخي.
إن إعادة تشغيل آلة الحرب الإمبريالية لضمان تدفقات النفط جريمة بحق استقرار الكوكب.
2. أمريكا اللاتينية: إقليم سلام وتقرير مصير حر
نؤكد على سريان اعتبار أمريكا اللاتينية والكاريبي منطقة سلام. ونرفض أي محاولة لتحويل منطقتنا إلى رقعة شطرنج جيوسياسية، وكذلك محاولة ترامب تطبيق “مبدأ مونرو” للاستيلاء على أراضي وأقاليم الأمريكيتين لصالح الشركات الأمريكية. إن السيادة ملكٌ للشعوب، ومبدأ تقرير المصير غير قابل للتفاوض. إن مشكلات فنزويلا يجب أن يحلّها الشعب الفنزويلي نفسه، دون احتلال أو وصاية أو تهديدات عسكرية أجنبية.
3. رفض تبعية اليمين المتطرف الإقليمي
ننظر بقلق ونُدين موقف قادة اليمين المتطرف في المنطقة، مثل خافيير ميلي في الأرجنتين، ورودريغو باز في بوليفيا، ودانييل نوبوا في الإكوادور، وناييب بوكيلي في السلفادور، وخوسيه أنطونيو كاست في تشيلي، وغيرهم. إذ إنهم، بكسرهم للتقاليد الدبلوماسية القائمة على الاحترام وعدم التدخل، يتموضعون كتوابع خاضعة لمصالح الإمبريالية الأمريكية، ممهّدين الطريق لزعزعة الاستقرار الإقليمي، وخائنين لأخوّة شعوب أمريكا اللاتينية.
وبناءً عليه، نطالب بـ:
الوقف الفوري لجميع الإجراءات القسرية، والحصار، والتهديدات بالتدخل العسكري ضد فنزويلا.
الاحترام الكامل لسيادة الشعوب وحقها في تقرير مصيرها.
العدالة المناخية والتعويضات التاريخية: يجب على دول الشمال العالمي سداد ديونها البيئية، لا شنّ الحروب لمواصلة تعميق النموذج القائم على الوقود الأحفوري.
تغييرٍ جذريٍّ للنظام يضع حقوق الإنسان وحقوق الطبيعة فوق المصالح الشركاتية.
لا عدالة مناخية بلا سيادة!
ارفعوا الأيدي الإمبريالية عن أمريكا اللاتينية!
الحملة العالمية للمطالبة بالعدالة المناخية – أمريكا اللاتينية والكاريبي
المنصة اللاتينية والكاريبية للعدالة المناخية
حملة «ليدفع الملوِّثون!»

domingo, 12 de octubre de 2025

El 12 de octubre, nada que celebrar, día de resistencia y luto continental

 

El 12 de octubre, nada que celebrar, día de resistencia y luto continental





Mucho se ha hablado y escrito sobre el 12 de octubre del 1492 y la llegada de los españoles a estas tierras y la posterior incursión de casi todas las naciones europeas en busca de fortuna en este continente que ellos creyeron descubrir. además, debemos hacer notar que el famoso descubrimiento de América, no fue más que el encubrimiento de los pueblos que aquí habitan como establece Enrique Dussel.
Pues bien, el 12 de octubre del 1492 marcó la desgracia para todas las personas de esta hermosa tierra, para sus culturas y sus costumbres.
Porque aunque se habla de descubrimiento, de encuentro entre dos culturas, incluso se festeja el 12 de octubre como el día de la raza, lo que debemos tener bien claro es que no hubo nada de eso, lo que sí hubo fue conquista, fue colonización, crímenes de lesa humanidad, ultrajes, abusos, persecución, actos aberrantes y cobardes en contra de una raza que sucumbió ante el peso de la violencia de otra raza superiormente militar, que impuso su cultura, sus costumbres y su religión a sangre y fuego, bajo el lema de que: el único indio bueno, es el indio muerto, para así justificar sus crímenes, también decían que los indígenas eran como animales que no tenían almas.
Tanta crueldad no deja espacio para la duda, los pueblos sucumbieron a la violencia del invasor, a las enfermedades desconocidas que trajeron consigo, al trabajo forzado en las minas y las plantaciones de caña y algodón, podemos decir sin temor a equivocarnos que ese acto de saqueo y explotación humana, de esclavitud, aceleró el desarrollo capitalista de Europa.
Se calcula que más de 60 millones de indígenas murieron en todo el continente producto de la conquista y la colonización.
En las islas del Caribe, todos los indígenas fueron prácticamente exterminados a causa de la violencia ejercida por los conquistadores, por el trabajo forzado, las enfermedades y por los suicidios colectivos, los que no fueron exterminados hoy son invisibilizados.
Los conquistadores fueron tan crueles que los nativos, por lo menos aquí en kiskeya preferían suicidarse de manera colectiva a vivir subyugados por los invasores y las mujeres bebían de la yuca amarga el jugo para abortar para que sus hijos no nacieran bajo el horror de la esclavitud.
Fray Bartolomé de las Casas, al ver cómo eran diezmados los indígenas propuso traer esclavos de África para sustituirlos en el trabajo forzado. Empezando de esa manera otro drama: el tráfico de esclavo de África hacia este continente para sustituir a los aborígenes en el trabajo de las minas y las plantaciones. pero ya era demasiado tarde para los nativos del Caribe, eso no impediría su desaparición y abría un nuevo capítulo de crueldad como era el secuestro en un continente de personas, para venderlas como esclavas en otro continente.
Tarde comprendió fray Bartolomé de las Casas su error cuando escribió que tan cruel era la esclavitud del indígena como la del negro.
De África a este continente hay un largo camino de sangre y cadáveres en el océano Atlántico, de voces que aun después de más de quinientos años claman por justicia.
La lucha por la libertad y el territorio no se hizo esperar aquí, en Kiskeya fue donde empezó la resistencia contra el invasor europeo, con el rechazo de los indígenas ciguayos a Cristóbal Colón en su pretensión de desembarcar en la bahía de Samaná, lo que ellos bautizaron con el nombre del Golfo de las Flechas.
Corresponde pues a Mayobanex el cacique ciguayo ser el primero en oponer resistencia a los invasores, luego a Caonabo con la destrucción del fuerte de la navidad y la muerte de todos los españoles dejados allí.
En Kiskeya hubo una gran resistencia indígena contra los conquistadores españoles, pelearon hasta el último hombre. Hatuey huyendo de la crueldad de los españoles, se va en una canoa a Cuba, atrapado en esa isla es quemado en la hoguera.
Luego vienen las cimarronadas encabezadas por Sebastián Lemba, el traidor de Diego de Ocampo, Juan Vaquero y Diego Guzmán, y por último la sublevación victoriosa de Enriquillo contra los españoles. Quedaban tan pocos indígenas que se esfumaron en el tiempo.
También se da en Kiskeya, en diciembre del 1511 el primer grito por detener el genocidio perpetrados contra los indígenas por los europeos, en la voz del Dominico, Fray Antón de Montesino, con el famoso Sermón del Adviento.
Muchos Guerreros hay que, desde Alaska, hasta la tierra del Fuego libraron grandes y pequeñas batallas contra el invasor, muchas veces no registradas por la historia, muchas veces vencidos por las traiciones y por el poder de fuego del enemigo, pero jamás sometidos, jamás lograron los invasores, ni con fuego, ni con sangre doblegar el inquebrantable amor de nuestros indígenas por su libertad.
Por todo el continente hay miles de historias escritas con la sangre de nuestros guerreros en su lucha por la libertad, en la lucha por sus territorios, guerreros heroicos, cargados de dignidad y sacrificios, leales a sus principios, leales a su amor por sus pueblos, a la naturaleza, leales a su amor por la libertad: Lautaro, Caupolican, Cochise, Caonabo, Jerónimo, Caballo Loco, Cuauhtemoc, Tupac Amaru, Enriquillo, entre otros tantos dignos representantes de una raza heroica, digna, valerosa y noble que aun hoy después de más de quinientos años .no se arrodillan ante los nuevos invasores y prefieren seguir resistiendo y muriendo por sus derechos negados desde los gobiernos que dirigen sus países y que los ven con odio y desprecio y siguen estrechando el cerco, permitiendo que los ganaderos, los agricultores, las grandes compañías madereras y las mineras invadan sus territorios para arrebatarles sus riquezas, contaminar sus ríos y destruir sus bosques.
Es por eso que este 12 de octubre y ningún otro 12 de octubre, no hay nada que celebrar, todo lo contrario, debemos reclamar a Europa y a nuestros gobiernos que nos paguen la deuda histórica que han acumulado durante todos estos años con nuestros pueblos, que se respeten y amplíen nuestros territorios, que no se profanen nuestros lugares sagrados, que nos dejen vivir en ellos, en paz, con dignidad, apegados a nuestras leyes y costumbres ancestrales.
No queremos su lástima sino el reconocimiento que nos merecemos como pueblos nativos de estas tierras, como seres humanos a los que se les ha negado históricamente el derecho a vivir con dignidad.
Que se nos reconozca que no somos indios que somos cientos de pueblos diferentes que hemos sobrevividos en el tiempo a la política silenciosa de aniquilamiento de nuestros gobiernos, que somos Kaiowa, Cheyennes, Taínos, Incas, Caribes, Kiowa, Mapuches, Apaches, Charruas, Aztecas, Arawacos, Yanomami, Senecas, guaraní, Pies Negros, etc.
Que se reconozca universalmente que el 12 de octubre no es el día de la raza, ni del encuentro entre dos culturas, sino un día de resistencia y luto continental.
Europa debe pedir perdón por los más de 60 millones de indígenas asesinados durante la conquista y la colonización de este continente, Europa debe devolver todas las riquezas que nos robó en lo económico, en lo cultural e histórico, debe devolver los documentos y las piezas arqueológicas que reposan en las bibliotecas, museos y archivos de esos países.
El 12 de octubre no hay nada que celebrar
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Domingo Acevedo.
829 568 3544
domingoacv2@gmail.com

martes, 19 de agosto de 2025

FRANK DIAZ VASQUEZ. HEROE DE LA REVOLUCION DE ABRIL DE 1965. ( 1942 / 1965 )

 


imagenesdenuestrahistoria

LOS SEPULTÁDOS EN EL ANTIGUO CEMENTERIO DE LA AVENIDA INDEPENDENCIA DE SANTO DOMINGO.


La noticia fue terrible, a mediodía un grupo de revolucionarios encabezados por Diómedes Mercedes llegó a la casa y nos vieron tan normales que se devolvieron y se sentaron cabizbajos en el contén. No entendíamos lo que pasaba, se quedaron un rato y ya, todo se nubló. Llamaron por teléfono y al responder, papá solo exclamó: ‘¡Me lo mataron!’. Mamá reaccionó: ¡Ay, fue a Frank!” y seguido se desmayó sumiéndose en inevitable tristeza que la envejeció a destiempo.
Elena y Eury Díaz Vásquez hacen el relato de la trágica muerte entre sollozos prolongados y el ambiente que antes estuvo colmado de risas al describir el festivo temperamento del mártir de la Revolución de Abril, se torna fúnebre. “Después de ahí, todo fue confuso y negro”, refieren las atribuladas hermanas del muchacho de 22 años que se entregó con ejemplar vehemencia a la causa constitucionalista.
Se había puesto al servicio de la Guerra Patria no solo combatiendo, orientando, arengando, sino curando heridos y auxiliando a los cirujanos que intervenían a los lesionados por los implacables ataques de militares nativos e invasores foráneos. Era el médico que se trasladaba a uno y otro escenario de la ciudad en armas deteniendo la sangre derramada, trasladando en sus brazos a patriotas malheridos.
Pero a él nadie pudo salvarlo cuando la metralla asesina de un francotirador apostado en la azotea de la clínica Záiter le alcanzó el corazón precisamente cuando asistía a un joven caído en la calle Benito González. El homicida no reparó en la bata blanca que vestía, pues había salido del quirófano ante el clamor del pueblo que pedía un doctor para tantos soldados mutilados por la salvaje embestida norteamericana de los días 15 y 16 de junio. El inquieto facultativo estaba ejerciendo en la clínica Penzo Frías, de esa vía.
No se había graduado pero era experto, pues antes de producirse la refriega actuaba como ayudante del médico legista del Palacio de Justicia, donde además atendía a los enfermos pobres. Desde la adolescencia, intrépido y emprendedor dividía su tiempo entre los estudios y la lucha contra la opresión y la injusticia que impulsaba desde las organizaciones estudiantiles y del 14 de Junio al que también pertenecían sus demás hermanos Rafael, Carlos, Emerson, Pedro Pablo y Nereyda.
Fue Rafael quien localizó su cadáver tras una noche “dura, larga, amarga, a la espera del amanecer para encontrarlo”, refieren Elena y Eury. La casa de la calle Santomé 26, bastión del Movimiento, se llenó de personas ofreciendo versiones de su paradero. Muchos aseguraban que estaba vivo. Ana Hernández, compañera de Frank en el centro de salud, se mantuvo firme: “¡A Frank lo mataron!”. Ella fue quien se armó de valor para comunicarlo.
Prácticamente de madrugada la familia se organizó en cuadrillas para localizarlo en cualquier estado en que se encontrara, removiendo cadáveres en las calles convertidas en sepulcros improvisados, internándose en las emergencias de hospitales y clínicas, llegando a La Incineradora donde los rebeldes prohibieron el trabajo hasta que apareciera Frank.
“Boca arriba, como dormido”. Las tropas de Ocupación colocaron a Frank en una fosa común del Cementerio Obrero, donde lo ubicó Rafael, siguiendo la corazonada de su tío “Maneco”. Se sentó al borde de la tumba y lo identificó sin esfuerzos pues lo pusieron encima. Estaba “boca arriba, como dormido”, narran Elena y Eury enjugando lágrimas que brotan del dolor insuperado.
Eddy, esposa de Carlos, médico como Frank y Pedro Pablo, gestionó una ambulancia y lo trasladaron al hospital Gautier. Las monjitas lavaron su cuerpo sanguinolento, aniquilado, y vendaron su pecho casi destrozado por la artera metralleta para evitar a la atribulada madre el impacto por el cuadro de su hijo despedazado.
Envuelto en sábanas lo llevaron el 16 de junio, cayendo la tarde, al camposanto de la avenida Independencia y luego en el ataúd lo sepultaron entre bombardeos. El entierro fue fugaz y angustiante pues los norteamericanos disparaban por aire, mar, tierra.
Sin embargo, ni los tiros ni el toque de queda impidieron a la multitud congregarse alrededor de la emblemática casa, en las misas del novenario oficiadas en la capilla del Padre Billini. Frank tenía infinidad de amigos por su temperamento alegre, cariñoso, sociable, comprensivo, solidario. Entre sus más entrañables estaban José Ángel Saviñón, José Aníbal Cruz, Diómedes Mercedes, Pepe Rivas, Flavia Vidal. Pero también fueron a despedirlo un sinfín de pacientes agradecidos, compañeros de lucha, del partido, de estudios y la muchedumbre revolucionaria abatida por la muerte a destiempo.
Comprometido. Frank estuvo comprometido con la Revolución desde antes del estallido del 24 de abril. Sus hermanas recuerdan que para no despertar sospechas un día anunció que iba a atender “un golpecito”. Aludía al Golpe de Estado contra el Triunvirato.
Consumado el estruendo, la Santomé 26 fue arsenal y comando. Frank y sus amigos ocultaron allí sus armas y luego subieron con ellas a la azotea que fue en principio su unidad de combate. Los Díaz Vásquez les preparaban comida y café que ellos acompañaban con pan de la panadería “Quico” que estaba al lado.
Después intervino con osadía en la irrupción en la fortaleza Ozama, la batalla del puente Duarte, el asalto al Palacio Nacional y sirvió en el Comando Médico.
Frank nació en Neiba el 19 de noviembre de 1942, hijo de Rafael Atilano Díaz y Elíxiva María Vásquez (Nena). En la cárcel pública fue maestro, vocación que heredó de su madre al igual que sus hermanas Eury y Elena, también abogada. Creó una banda de percusión en la que era músico y fundó la biblioteca del liceo donde cursó bachillerato.
La brutalidad que presenciaba en la prisión determinó su oposición al régimen trujillista. Fue presidente de la Asociación Patriótica y de la Acción Católica por lo que él y su familia fueron perseguidos en 1960 al producirse el rompimiento de relaciones entre Trujillo y el clero.
Cuando lo mataron, el luto cerró las puertas de la Santomé que no se abrieron hasta tres años más tarde.
Doña Nena encaneció joven y abandonó las aulas por un tiempo, vencida por la pena.
Homenajes
Además de dos calles de Santo Domingo con su nombre, fue designada Frank Díaz la clínica Adelaida para empleados del Ayuntamiento. La Asociación Médica Dominicana le acreditó como su miembro y la UASD le otorgó el título de Doctor en Medicina Post Mortem. Un aula de la facultad le rinde tributo y estudiantes de la carrera se constituyeron en Equipo de Salud Frank Díaz Vásquez. Hay una placa de bronce en su honor en la Benito González, donde cayó herido de muerte. Cada 15 de junio, cada 24 de abril, se suceden las ofrendas florales en su tumba procedentes del pueblo y de organizaciones revolucionarias. Elena y Eury comentan: “Su nombre no se ha perdido con el tiempo: Frank es un muerto vivo”.
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Sus restos mortales reposan en el Antiguo Cementerio Municipal de la Avenida Independencia de Santon Domingo , República Dominicana.
Fuente : Artículo de la autoria de Johandry Jimenez / Periodico Hoy.
Imágenes de la colección de la familia Diaz.
Foto del cementerio de la autoria de Bienvenido Pantaleón.
IMÁGENES DE NUESTRA HISTORIA.